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Reforma500 – A História da Reforma Protestante – Cap. 6 – Reforma Cultural e Ideológica

Com a reforma veio uma “bagunça”, no bom sentido, sobre tudo aquilo que a igreja católica já havia feito, estatuas foram quebradas, monumentos derrubados, templos conquistados e dominados pelos protestantes, houve pilhagem, morte e destruição durante o período de reforma e contrarreforma.

Ambos os lados influenciaram a cultura ocidental como conhecemos em seus mais variados traços, seja na música, na arte, nas pinturas, tanto os católicos quanto os reformados moldaram a nossa sociedade, o catolicismo moldou-se baseado na tradição romana e o protestantismo o fez a luz das escrituras e dos seus movimentos que buscavam a pureza da sociedade, a exemplo os Quakers e principalmente os puritanos.

Se hoje temos “universidade” acessível devemos agradecer aos reformadores, o ideal da reforma era levar o evangelho a todos de modo claro e objetivo, tanto que Lutero foi o primeiro a traduzir a Bíblia para uma língua de uma grande nação. A primeira tradução das escrituras foi do grego, aramaico e hebraico para o alemão e várias e várias cópias nas mais variadas línguas foram reescritas e retraduzidas. O conceito de universidade e ensino básico para as pessoas era de total detenção apenas do clero e dos nobres da época. A burguesia que eram os trabalhadores e os camponeses na maioria das vezes não tinha acesso a nenhum tipo de escolaridade.

A primeira universidade reformada do mundo foi a Universidade de Marburgo, feita em 1627 no auge da reforma protestante, que já vinha com conceitos e professores inspirados nas ideias liberais de Lutero, depois vieram Königsberg (1544), Jena (1558) e Helmstedt (1575), todas essas na Alemanha, Hedelberg que foi onde Lutero estudou, também foi tomada pelos ideais reformados e principalmente calvinistas. Nesse momento a reforma não era mais só eclesiástica, mas também era também ideológica e cultural. Na suíça Calvino, formou em 1559, a Universidade de Genebra. Na Escócia om John Knox, as Universidades de Glasgow, Saint Adrews e Arberdeen.

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Universidade de Marburgo

As universidades calvinistas de maior destaque foram as inglesas, em ênfase a de Oxford e Cambridge. Todas essas universidades citadas sempre foram de um ensino excelente, de um currículo incontestável superando de ponta a ponta as universidades católicas de Portugal, Espanha e Itália que foram os países onde a reforma foi “bem fraca”, devido o protecionismo de seus reis e imperadores com o clero.

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Só que vocês sabem que nem tudo são flores. Mesmo que o protestantismo tenha feito parte do estopim para o iluminismo, da separação do estado e da igreja em boa parte da Europa, com o advento do iluminismo essas universidades sofreram com o que os historiadores chamam de “secularismo” que é a introdução dos ensinos humanistas dentro de universidades que eram a principio baseadas em uma vertente religiosa. Ou seja, a galera ajuda o iluminismo e os iluministas vão lá e derrubam tudo.

A reforma influenciou vários aspectos do ensino no âmbito técnico, principalmente no ensino da cidadania e dignidade humana, os ensinos de economia que também influenciaram o capitalismo.

Uma das universidades reformadas que até hoje é destaque em tudo que faz e é uma das melhores do mundo é a Universidade de Harvard, seu fundador John Harvard, era pastor e fundou a universidade nas colônias inglesas em Massachussets nos States ainda colonizado pelos ingleses.  Fundada em 1636, até hoje tem seus ideais reformados cravados em seus ensinos. Um detalhe importante é que 7 presidentes americanos passaram por Harvard, os mais famosos são Roosevelt e John Kennedy, a única universidade que se aproxima do feito é a de Yale que tem 5 presidentes no currículo, os destaques são Bill Clinton, Bush Pai e Bush Júnior.

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John Havard (Estatua da Universidade de Havard, EUA)

Bom, na cultura os caras influenciaram, basicamente, na deia de obter lucro a partir das vendas de um determinado produto e de ter quem financiasse os clérigos, a ideia bancária de estocar dinheiro e riquezas no âmbito do início de uma sociedade que se baseia no consumo, produção, fabricação, detenção e retenção é definida por Max Weber como: “A médio prazo a Reforma Protestante, principalmente na forma do calvinismo, influirá todo o desenvolvimento do mercantilismo – o capitalismo comercial – desde o século XVI até o início do XVIII. O protestantismo de Calvino era mais radical que o de Lutero. Este, ainda tinha muitas censuras em relação aos banqueiros, às finanças e ao lucro. Calvino, por sua vez, santificava a empresa do comerciante e do financista e valorizava as virtudes comerciais da economia e da diligência”.

 E disse mais: “Todas as correntes religiosas que contribuíram para o desenvolvimento do capitalismo – os huguenotes na França, os puritanos na Inglaterra, os presbiterianos na Escócia e os protestantes na Holanda – eram todos calvinistas. Defendiam e divulgavam os valores da burguesia (classe média) nascente: dedicação ao trabalho, aversão ao luxo (seja no vestir ou na moradia), prática da economia (e investimento do dinheiro no negócio), aversão aos divertimentos (festas, banquetes, bailes) e dedicação aos estudos e à pesquisa. Sob certos aspectos, o calvinismo estava praticando no mundo o mesmo ascetismo que os monges católicos da Idade Média praticavam nos mosteiros”. Isso você confere no Livro ‘A ética protestante e o Espirito do Capitalismo.

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E sabe o que eu acho? EU ACHO É CERTO! Todas as nações que se basearam na reforma, hoje têm os IDH’s mais altos do mundo, são destaques em suas economias, tem uma prática de livre comércio, estado mínimo e são ricas! Darei-lhe 3 exemplos: EUA, Reino Unido e Suíça. Malvadão esse tal de capitalismo né? Malvadão esse Calvinismo né? O Calvinismo deu ao homem a virtude do empreendedorismo, e isso gerou a revolução industrial e aí a coisa começa a ser percebida de maneira muito importante. Eu costumo dizer que mesmo que a gente não perceba TUDO tem um pouco de teologia no meio e essa é a prova disso.

No próximo capitulo falaremos  sobre as ideologias que pautavam as reformas, no que eles acreditavam.

Autor: Paulo Ricardo Lima – Pregador, Palestrante DESMOTIVACIONAL, Teólogo de Boteco.

 

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https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/harvard-a-universidade-americana-mais-rica-concorrida-4559594

http://portal.metodista.br/fateo/noticias/a-reforma-protestante-e-sua-contribuicao-para-a-educacao-moderna

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/329/universidades-protestantes-beneficios-e-riscos

http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe1/anais/127_peter.pdf

https://www.estudarfora.org.br/yale-university-2/