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Deus não é o seu garçom! A Inversão de valores nos papeis de Deus e do Homem na igreja moderna.

Por diversas vezes ouvimos falar sobre as qualidades e vantagens de ser um “filho de Deus”, mas, o que de fato, isso significa?

Algumas pessoas, por falta de instrução ou por negligência total à palavra, acreditam que ser filho lhe dá ‘poderes especiais’, isso mesmo, para eles somos os X-Men, dotados de totais habilidades para conseguir o que queremos e quando queremos.  Sabe o que eu imagino quando escuto algo como “me dá poder de filho”? Nas belíssimas vacas de basã, que são citadas no livro de Amós 4:1, mimadas e folgadas.

Crentes X-Men:

Vamos tomar um exemplo do nosso cotidiano: na sua casa, com seus pais, quais poderes você tem? Seriam eles, submissão, obediência e respeito? Se a resposta for sim, parabéns por entender o que é ser um filho, porém, se a resposta for não. Cuidado, pois está a um passo de se tornar um completo imbecil.

Na verdade, há um respaldo para você que é esse filho mimado, desde pequenos- e falo isso por mim- fomos doutrinados a pensar que Deus é praticamente obrigado a nos dar o queremos, afinal, Ele é o nosso pai e nós somos herdeiros!

Entretanto, vá com calma, não houve uma inversão de valores aí? Em que lugar é normal um filho mandar e o pai obedecer, no mundo desses seres é “o poste que faz xixi no cachorro”, brincadeiras à parte, me preocupa saber que vivemos em uma geração que gosta de colocar Deus contra a parede e exigir algo da parte d’Ele, literalmente queremos mandar e fazê-lo obedecer e se não fizer é motivo para reclamações do tipo “Ah, eu sou teu filho, eu mereço”.

As coisas não funcionam dessa maneira, em primeiro lugar, Deus é onisciente, ou seja, já sabe se o que está pedindo vai lhe fazer mal, assim entramos em Mateus 7:11 ” Assim, se vós, sendo maus, sabeis dar bons presentes aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará o que é bom aos que lhe pedirem!”, aqui, vemos que Ele dará o que é BOM aos teus filhos, e quem melhor para saber o que é o bom do que o próprio pai?

“Ei, Garçom! Uma benção por favor!”

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Enfim, não somos filhos simplesmente para pedir, implorar e chorar por aquilo que o Pai pode (ou não) nos dar, somos filhos, para -acima de outros benefícios- obedecer e respeitar. E nada de “me dá poder de filho, porque está na hora de eu andar sobre as águas, me dá poder de filho, porque está na hora de eu viver a multiplicação”.

Para concluir, se você se considera filho de Deus, seja um filho que o ama pelo que Ele é, e não por aquilo que pode te dar. Espero que não tenham restado dúvidas, mas, se por ventura ainda houver, fique a vontade para perguntar!

Autora: Brenda Shammai – Blogueira