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Reforma500: A História da Reforma Protestante – Cap. 10 – Reformem a igreja de hoje!

Depois de listar todos os itens importantes da reforma protestante, a dúvida que nos resta é: Precisamos de uma reforma nos dias de hoje? A resposta é clara: Sim. Porém, é tecnicamente impossível e vou lhes dar vários motivos para essa afirmação.

Durante a reforma protestante o objetivo de Lutero era consertar os erros da igreja católica e mantê-la estável com novos dogmas, a consequência foi inesperada porque a igreja católica não cedeu e acabou por gerar, a partir de Lutero, uma nova religião, a que denominamos de protestante nas suas mais congruentes vertentes. Hoje em dia “criar” uma religião é fácil, não há oposição e não um único líder a ser combatido; e sim vários líderes heréticos e tão poderosos quanto o papa Leão X, na época de Lutero.

O problema é: o combate não é mais a uma só vertente, e sim a inúmeras que existem, todas ramificadas e geradas através do pentecostalismo, querendo a gente ou não, a heresia pentecostal foi a porta de entrada para as maiores heresias e blasfêmias de toda a história do cristianismo, nunca na história se viu tanta bobagem ser pregada desde a criação do Pentecostalismo. Se há um câncer hoje, esse certamente é o pentecostalismo. Porque eu não digo que é o neopentecostalismo? Porque não há nada de novo, tudo é igual, tudo é antibíblico e “farinha do mesmo saco”. Eu não vejo diferença entre “o dono” da Assembleia de Deus e o domínio do Papa Francisco sobre a igreja católica. Essa “tara” que certos reformados têm em defender o dito “pentecostalismo clássico” é simplesmente ridícula.

A justificativa para defender o Pentecostalismo é que “não se pode ignorar o trabalho de evangelização dos pentecostais”. Certo, no sec. XVI o catolicismo também evangelizava, fazia missões, pregava o evangelho segundo eles mesmos e NEM POR ISSO, deixou de ser combatido por Lutero e pelos reformadores. Em toda essa “evangelização” feita pelos pentecostais só gerou o caos religioso que temos hoje, devido ao fato de que o pentecostalismo de 50 anos atrás, de 80 anos atrás iniciou essa porcaria que somos obrigados a ver hoje em dia, tem um monte de reformado tapado que acha que “obra” tem a haver com verdade pregada, se for assim temos que dar um Nobel de evangelismo aos “testemunhas de Jeová” que batem na nossa porta rigorosamente todos os domingos.

Ou seja, hoje precisaríamos não de uma reforma, mas de acabar de vez com a era do pentecostalismo, mas infelizmente eles se reproduzem mais rápido que bactéria em metástase, tanto que no Brasil 14 mil igrejas evangélicas são criadas por ano, garanto que 99% são igrejas neopentecostais de esquina de rua que pregam um evangelho de reteté e emocionalismo, de onde veio isso? Da mãe “mór” do problema do Brasil, um problema chamado: Assembleia de Deus que com seu sistema de franquia que deu certo no mundo todo, tem cidade que é mais fácil não ter hospital do que não ter uma assembleia de Deus, essas pequenas congregações surgem a partir de congregações maiores que não fizeram seu trabalho total de alienação na mente do camarada, ele vai lá discorda da igreja e monta a sua própria nem que seja para ganhar dinheiro as custas dos “fieis”.

Então, fazer uma reforma hoje é tecnicamente inviável, primeiro que temos “Krakens e Ragnaroks” para combater, grandes líderes que estão na TV, na mídia, na Internet pregando dia após dia coisas que até mencionar é nojento. Todo dia nasce uma vertente nova, uma nova interpretação da Bíblia, um curso de teologia fajuto, todo dia tem um herege diferente querendo ganhar dinheiro.

O problema não pode ser resolvido porque temos inúmeros reformados babões que ficam pagando pau pra o “Old Pentecostalismo” e um monte de gente sem a atitude de mudar, precisamos de mais uns 1000 Paulo Júnior, uns 1000 Paul Washer, uns 1000 John Piper para tentar iniciar uma reforma, se todos os protestantes reais tivessem no coração o que Calvino tinha que era a inspiração divina para escrever, para falar, para pregar, para usar a internet para combater as heresias aí sim seria possível, mas isso é tão utópico quanto o socialismo e pode nunca dar certo também, igual ao socialismo.

Uma boa solução seria uma intervenção da justiça nas igrejas, colocar imposto em cima desses caras, retirar a isenção fiscal e principalmente investigar os grandes líderes religiosos: Malafaia, Edir, Samuel Ferreira, Valdomiro, Estevam Hernandes e tantas outras lideranças que alienam e extorquem as pessoas em nome de Jesus.

O Pentecostalismo é a nova igreja católica, através do movimento pentecostal e suas ramificações foram criados novos deuses e santos para serem adorados como o próprio movimento, a ideia da “carismática” da busca pelos dons espirituais que já cessaram, através do movimento vieram os  “artistas” gospel que com seu sucesso levam consigo multidões de pessoas vazias que dizem adorar a Deus através de canções com letras que nada tem a ver com o evangelho. O Pentecostalismo liberou um demônio que a gente pode chamar até de “bezerro de ouro”, chamado Teologia da prosperidade, da mesma maneira veio através dela à venda das novas indulgências, hoje temos mais do que lascas de madeira da cruz de Cristo, temos até “tijolinho ungido”, ou seja, Maria? João? José? Para que tratá-los como santos se podemos “canonizar” líderes e fazer deles a “boca de Deus” aqui na terra.

Reviveram o achismo, reviveram a falta de estudo, transformaram o povo em bobos apaixonados. Estudar a Bíblia? Para quê se você pode passar horas rodando no manto e ganhando “experiências sobrenaturais”. Sendo assim, o que temos hoje é um caos religioso, é gente pregando o que quer em todo canto sem que haja controle, e a gente só e dá conta que esses caras trabalham 24h para alienar as pessoas das piores maneiras possíveis, quando se é como eu que era um aspirante a Feliciano que andava nos mais variados púlpitos pregando todas as heresias possíveis.

A reforma como que aconteceu na época de Lutero nasceu pela leitura da palavra, nos dias de hoje isso também tem que começar do mesmo ponto de partida, quanto mais a gente ler, quanto mais a gente tomar as universidades, as nossas congregações, devemos encher esses locais de verdades bíblicas, temos que terminar de cortar o véu que Cristo cortou e que os religiosos insistem em tentar costurar, temos que acabar coma juidaização do cristianismo, com essa baboseira de que o que aconteceu com o profeta X ou Y vai acontecer na sua vida e não vai e entre tantos outros pontos que a gente teria que abordar.

Hoje para que fosse feita uma reforma não seria mais 95 teses e sim umas 5 mil teses pra combater todas as heresias, mas que eu tenho certeza que você não iria ler. Entretanto seria bem legal passar na porta das grandes congregações e pregar alguns cartazes na frente, já pensou que louco que seria?

Autor: Paulo Ricardo Lima – Pregador, palestrante DESMOTIVACIONAL, teólogo de boteco.