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Os 5 pontos descomplicados do Calvinismo – Cap. 2- A eleição Incondicional

O segundo ponto do Calvinismo é a “Unconditonal Election” Ou Eleição incondicional.

A eleição incondicional é a doutrina Bíblia que nos dá o entendimento que Deus elegeu alguns para a salvação baseado em critérios divinos de “não merecimento”, esse ponto foi feito em resposta a ideia arminiana de que a eleição era “condicional”, ou seja, que Deus daria condição para que a pessoa se salvasse, ou que haveria critérios baseado nos próprios méritos humanos, como a escolha do homem em ser salvo ou não.

Todo mundo sabe que a salvação não é pela meritocracia, para entender isso precisamos saber o que é graça: Graça é um favor imerecido. Logo, se você NÃO MERECE a salvação, ela é dada aos eleitos sem que eles escolham ou não essa salvação e isso você entende melhor quando estuda a “graça irresistível” que é o 4º ponto do Calvinismo.

“O calvinismo sustenta que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto”. – Rev. André Carmo Silvério.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17

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Muito se pergunta quais são esses critérios e o porquê que Deus haveria de limitar a sua eleição a um grupo de pessoas, existe uma lista fechada?

Pelo simples motivo de o homem ser incapacitado de buscar a Deus é mais que “lógico” que Deus escolhesse alguns para essa salvação. Se há alguém com liberdade e arbítrio para fazer essa escolha é Deus. Deus limitou a graça a algumas pessoas porque foi uma opção D’Ele. Vou desmistificar alguns aspectos:

Joao 3:16 – Deus amou o mundo de tal maneira para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Observe os aspectos do versículo, “Deus amou o mundo” esse “mundo” em grego é “KOSMOS” ou “KOSMON” que está relacionado ao planeta terra, ou seja, a criação em si, Deus amou a sua criação e por isso ele teve misericórdia disso tudo, e aí é que vem a salvação e o direcionamento para o homem “Para todo aquele que nele Crê”, esse todo aí você acha mesmo que relaciona com toda a humanidade? Não! Ao seguir a leitura é “todo o que crê” Ou seja, a salvação é manifestada ao que crê.

Exemplo básico para facilitar seu entendimento: Todo aquele que tem carro será salvo. TODA A HUMANIDADE tem carro? Todo que tiver uma roupa na cor do arco-íris, logo TODAS as pessoas tem camisas na cor do arco-íris? Não é mais que claro que nesse versículo Deus direciona o seu amor à criação e a salvação a um “grupo” de pessoas que creem em seu filho?  Basta ler e raciocinar um pouco. Para que esses não pereçam, mas tenham a vida eterna, então se a gente parar para pensar Ele direciona a salvação ao que crê e o amor d’Ele por toda a obra, logo esse versículo NÃO DIZ que Ele amou a todos e a prova disso é João 3:36.

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”- João 3:36.

Vamos analisar, já temos o grupo de pessoas que tem fé e a esses a salvação é direcionada, e aí vemos “mas quem não crê […] a IRA DE DEUS sobre ele permanece”. Logo, se Deus amasse toda a humanidade, qual é a lógica d’Ele amar e odiar as pessoas ao mesmo tempo? Não há lógica. Deus odeia? Odeia. Ele odeia aqueles que não creem. O que é “Ira” senão o ódio divino? É só raciocinar, pensar é grátis!

Deus expressa seu ódio a Esaú em Romanos 9, no contexto de salvação e condenação, Ele diz que ODEIA Esaú e algumas traduções trazem a palavra “aborrecer” para “aliviar” a leitura do texto porém a palavra original é odiar “na misó” que é ódio em grego koiné. Deus odiou Esaú, e Ele usou de misericórdia com quem quis, e isso torna Ele injusto? De maneira alguma! Ele é soberano para fazer o que bem entender. O problema das pessoas é querer, através de seus achismos, colocar-se no lugar de Deus ou subjugar Deus a uma posição no universo que não é a d’Ele. Deus é soberano e é um Deus predestinador.

Ricardo, e a presciência? Um resumo básico. Deus predestina com base na presciência? SIM. Mas ela é a base para a eleição? Não. A eleição é pela graça e a presciência é um dos vetores da eleição. Veja, quando Deus entregava uma profecia no velho testamento era algo decretado e previsto correto? Ele decretou que Moisés levaria o povo até nova Canaã e assim se fez. Só como exemplo. Ou seja, Ele “prevê” algo baseado na sua autoridade e predestina aquilo, LOGO o eleito é previsto e não só previsto como é predestinado incondicionalmente àquilo, logo não há como fugir.

“Ah Moisés demorou 40 anos no deserto”, “ah o povo fez isso e aquilo”, “ah Moisés era gago” e etc, etc, etc. MEU AMIGO não importa o que tenha acontecido no entorno da coisa, o que aconteceu foi que “MOISÉS LEVOU O POVO ATÉ CANAÔ Ok?  O que foi decretado previamente e predestinado, em profecia, simplesmente aconteceu. A ordem dos fatores não alterou o fim, nem muito menos os meios foram às justificativas do fim e sim o fim já havia sido decretado no início. Então, se um eleito foi eleito, isso aconteceu baseado na graça e se é previsto que ele fosse eleito, logo, ele é e não importa o que aconteça a eleição vai se manifestar nele. Não há nada que Deus não “preveja” que não seja algo predestinado. Caso fosse Ele não seria o escritor de tudo, dono de Tudo, Ele não seria INTEIRAMENTE soberano.

Autor: Paulo Ricardo Lima – pregador, palestrante DESMOTIVACIONAL, teólogo de boteco.