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O cristianismo é um convite a morte.

Convite a Morte!

Eu sempre fui levado a crer que moderação é a linha tênue que separa e equilibra entre o fanatismo religioso e o legalismo moral e espiritual, entretanto nesses últimos meses tenho refletido acerca do que chamo de “extremismo positivo”, ou “radicalismo cristão”.

Bem, diferente do fundamentalismo islâmico, e do fanatismo cristão, o “extremismo positivo” tende a ser uma postura mais firme e decidida quanto a sua posição e seus valores. Não é algo que tende a provocar mudanças significativas em outras pessoas, não é uma revolução com tomada de poder do Estado, não é uma espécie de perseguição a fé alheia, mas sim de transformação interna e pessoal.

Trata-se de não abrir mão do que você acredita, de seguir até o fim pela verdade que lhe libertou. É ter dentro de si a mesma convicção que tiveram os mártires, que mesmo sob pressões, dores e sofrimento, não negaram a Cristo, não voltaram atrás em seus atos. Eles foram firmes, convictos, santos, homens e mulheres de Deus!

O livro de Hebreus narra no capítulo 11, as diversas aflições que passaram aqueles que ansiavam pelo comprimento da promessa que o Senhor havia lhes feito, entretanto, todos eles morreram e não viram comprida tal promessa, tudo isso porque ansiavam pelo prêmio celestial. Tal prêmio eles já tinham, era a sua Salvação. Que maior honra pode ser dada a um miserável pecador, que não, a remissão de seus pecados?!

Por que alguém iria querer chorar, enquanto os outros riem?
Por que você iria querer jejuar, enquanto os outros se divertem?

Por acaso não somos como velas, que ao se consumirem brilham cada vez mais extinguindo assim as trevas que há em nós e ao nosso redor! “Em verdade, em verdade vos asseguro que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; […]” (João 12: 24, 25).
“Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.” (1 Coríntios 15: 36). Morrer pela guerra é o privilégio daqueles que lutam um bom combate, acabam a carreira e guardam a fé. (2 Timóteo 4: 7).

Em tempos de insegurança e caos, devemos, de fato, ser o que professamos e lutarmos até o fim pelo acreditamos, aconteça o que acontecer, custe o que custar.
O altar de Deus nunca foi um convite a felicidade terrena, mas uma entrega diária a morte do nosso eu, e das nossas vontades. “Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. (Romanos 8: 36).
Nos não podemos negociar os nossos valores, não podemos negociar a nossa santidade, não podemos nem se quer pensar em negociar com o mundo, pois foi o nosso próprio Senhor quem disse que seriamos inimigos deste sistema.

“Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” (João 15: 19).
Mas prefiro mil vezes a inimizade do mundo, que  desagradar aquele que é fogo consumidor.
“Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4: 4).
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hebreus 10: 31).
“Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; Pois o nosso Deus é fogo consumidor.” (Hebreus 12: 28, 29).

Este é um convite a morte! Que possamos morrer com Cristo e juntamente com ele ressurgir para a vida eterna. (Romanos 6.4)
“Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte! Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6: 21 – 23).

Autor: Hyago Augusto – Blogueiro