2w2xp9zzyrjkaqb8uv1om4jno

Perseverança dos Santos – 5 pontos descomplicados do Calvinismo

O último ponto do calvinismo é a “perseverance of the saints”, ou perseverança dos santos, é a doutrina bíblica que prega que o Eleito perseverará até o último dia que é a volta de Cristo. Essa doutrina é clara ao aplicar de modo efetivo versículos como: “aquele que perseverar até o fim será salvo” e para confirmar a ideia de que o Eleito viverá uma vida de altos e baixos, muitas vezes “desvios” de caminho, quedas em pecados devido a sua natureza, mas mesmo assim voltará ao seu lugar de eleito sem perder sua salvação.

A perseverança dos santos nos mostra que a cruz e o sangue de Cristo são mais poderosos que as nossas fraquezas e mostra também que é impossível que alguém “caia da graça” e “retorne a ela” como prega o arminianismo.

Imagem relacionada

A doutrina é explícita no sentido de indicar biblicamente uma única salvação, um único modo de vida e uma única forma de ver o eleito demonstrando a sua eleição. O último ponto do calvinismo nos mostra que mesmo com nossas falhas e defeitos e com tudo que o homem tem de ruim, Deus ainda assim tem misericórdia dos que Ele salvou e vai os sustentar até o fim mesmo com pecados, erros e acertos o eleito viverá uma vida de fé, piedade e santidade colhendo os frutos do Espírito Santo.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14

Com essa doutrina sempre vem algumas perguntas que para quem não tem conhecimento são complicadas de resolver, mas essa doutrina soluciona de maneira muito simples, na verdade o calvinismo em si, na parte soterológica é a solução filosófica de algumas questões, principalmente a ideia de que o homem pudesse cair da graça.

Na teologia Arminiana.

Imagine que toda vez que você peque aconteça a seguinte cena: João Da silva. Deus designa o anjo Kalel para escrever os feitos dele no livro da vida. Ok, lá vai João, que acabou de aceitar a Jesus, mas adora cobiçar a mulher dos outros; João está serelepe, dando glórias e aleluiassss, e de repente aparece a vizinha dele, uma loira de 1,75, tudo “ão”, casada e João vai lá e cobiça a mulher com a seguinte frase “ÊEEEE LÁ EM CASA”, lá vai o anjo e apaga o nome de João do livro da vida; João chega em casa lembrando que é evangélico  e pede perdão e o anjo reescreve o nome de João no livro da vida; João um belo dia acorda de manhã e peca, o anjo vai lá e tira; ele vai lá e se arrepende e o anjo bota de novo e assim vai até o dia de João morrer, só que no dia da morte de João ele havia se arrependido, e João  antes de morrer atravessa a rua sem olhar para os 2 lados de uma via de mão dupla porque estava prestando atenção numa negra escultural que estava no outro lado, ou seja, João morre em pecado e não é salvo.

Na teologia Calvinista.

João, eleito desde antes da fundação do mundo foi eleito para ser santo, irrepreensível e receber um corpo glorificado no dia da volta de Cristo; João é evangelizado e o Espírito Santo o convence da justiça e do juízo, porém João depois de ter confessado a fé cristã se revolta com a igreja e sai em busca de voltar a ser quem ele era antes da igreja, só que chega um momento em que João não está mais bem, triste, arrependido de ter vivido dias de luxúria, sexo e pecado, ele chega a casa, se ajoelha e se arrepende, volta para os caminhos do Senhor e vive até um dia antes de sua morte uma vida de fé e santidade. No último dia de vida João vai lá e rouba e mata seu vizinho, com raiva o filho do vizinho mata João e ele morre sem se arrepender e mesmo assim é salvo, devido a sua eleição prévia João foi justificado pelo sacrifício de Jesus que foi maior do que seu pecado.

Biblicamente a segunda história faz mais sentido que a primeira, temos em mente que a eleição divina é efetiva na pessoa do eleito e ele vai viver uma vida de altos e baixos e mesmo assim será salvo. A perseverança dos santos não indica uma vida de total santidade, mas uma vida de arrependimentos e tentativas de não errar, tudo isso condicionado pelo Espírito  Santo.

Nunca sendo condicionado pela ideia arminiana que “se sou salvo posso pecar”, não, a salvação não é liberdade para o pecado, mas sim, a condição de mesmo pecando o homem consiga se arrepender pelo Espírito Santo e sendo convencido da Justiça e do Juízo divino e recebendo a misericórdia de Deus.

-Paulo Ricardo Lima