Livre-Arbítrio uma farsa – Parte 2. (Molinismo)

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A ideia de livre-arbítrio é nada mais que “ser juiz de si mesmo”, ou seja, tomar para si, com suma responsabilidade, a totalidade da decisão dos seus atos sem que Deus interfira, julgue ou, sequer, intervenha em algo.
Será que é isso que a Bíblia diz? Será que é essa a forma de Deus de ser soberano? Vou mostrar a você que não.

Essa ideia de teísmo aberto, onde Deus é um coadjuvante é originário das ideologias de Pelágio e pregada até hoje com inúmeras variações como Molinismo, Arminianismo entre outras vertentes que acreditam, junto a Pelágio, que o homem é devidamente livre, sem que Deus sequer saiba o que vai acontecer.

Vamos ser lógicos.

Se Deus é o início, meio e o fim, Ele é o escritor de tudo e você mesmo admite isso. Então se o futuro já existe quem colocou o futuro lá para que ele acontecesse? Deus. Sempre admitimos a máxima de que nada acontece sem que Deus queira, essa verdade, mesmo não sendo bíblica é totalmente verídica, porque nada, e vou repetir, nada, absolutamente nada, e só para você gravar: NADA ACONTECE SEM A PERMISSÃO DE DEUS. Pois Ele fez todas as coisas, Ele sabe de todas as coisas. E quando admitimos a ideia de que Deus “não predestinou algo” ou que “Ele não permitiu algo” significa que você não sabe quem é Deus, não admite ou não tem conhecimento sobre Sua personalidade.
É simples, ou Deus é soberano, ou você tem livre-arbítrio, os dois infelizmente não dá.

Pois se você admite que é juiz de si mesmo, logo, a justiça divina não pode ser aplicada a você, porque se, em tese, você pode escolher qualquer coisa, pois é livre em arbítrio, até se Deus quiser punir você por algo que você fez, Ele teria que te pedir permissão, então o deus na história não é Deus e sim você, e isso se chama ANTROPOCENTRISMO, o homem no centro de tudo, ou seja, mais uma vez uma coisa anti-bíblica.

O Antropocentrismo foi iniciado em Pelágio, foi continuado por Luís de Molina, um jesuíta espanhol que no séc XVI, pregou que o homem havia 3 tipos de conhecimento sobre sua própria liberdade:

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1-O conhecimento natural: Que é o homem ter a ideia ou montar possibilidades dos acontecimentos futuros. Inclui-se também os conhecimentos que temos sobre Deus, as verdades matemáticas e o pensamento racional e objetivo, fazendo assim uma auto dedução de que o homem está posto para ter uma forma natural do que pode ou não acontecer. Ele chama de conhecimento natural o conjunto ou a soma da vontade humana com a vontade divina e que a vontade divina e vontade humana agem em conjunto num grupo enorme de possibilidades tipo uma roda-roda do Sílvio Santos (Mah Oeh).

Paul Helm explica isso da seguinte maneira: “Aquilo que Deus decreta é obviamente um subconjunto de todas as possibilidades que Ele conhece. Seu decreto também tem sua fonte exclusivamente em Sua mente e vontade”.

2-O Conhecimento Médio: É o homem em si possuir, sim a liberdade, independente da vontade de Deus, podendo sair do conjunto de decretos divinos, é como se o homem anulasse aquilo que Deus gostaria de fazer ou que Deus já teria feito. Ex: Deus mandou Cristo para morrer pelo homem e o homem rejeita esse sacrifício. Só que a implicação do Molinismo é quanto somente aos decretos divinos, assimilando a ideia de que Deus escolhe o homem, ou faz coisas somente pela presciência e não somente pela predestinação, ou seja, Deus sabe do futuro, mas o homem, ainda assim, pode rejeitar ou não.

3-O Conhecimento livre: É o conhecimento do que realmente vai acontecer, ou seja, é para Molina, a ação da presciência divina, e ainda assim podendo ser alterada.

A Reforma protestante na época de Molina, nos garantiu a ideia de que tudo, acontece somente pela ação divina, sendo o homem um ser passivo dessa vontade, e ao mesmo tempo arcando com a responsabilidades de seus atos, porém até esses atos foram previamente definidos por Deus, porém sabido somente por Deus.

O Molinismo ainda acreditava no protagonismo humano e de uma forma de “mandar em Deus” ou até de forma heroica mudar o próprio futuro, porém não é verdade e é facilmente refutável:

Deus predestinou Moisés para ele ser quem foi, ele tentou relutar, tentou fugir, tentou achar argumentos para não ser quem Deus havia dito que ele seria, mas pela vontade de Deus ele foi quem foi, de maneira tal, que nada que Moisés ousasse fazer impediria a vontade de Deus para a vida dele.

Então, a ideia do antropocentrismo e da vontade do homem se sobressair a determinação divina é mentira e deve ser rejeitada.

 

-Paulo Ricardo Lima – Teólogo de Boteco e Palestrante DESMOTIVACIONAL.

Paulo Ricardo Lima – Feira de Santana/ BA

 

 

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