Livre-Arbítrio uma farsa! Parte 4 (Teísmo aberto e Teologia da prosperidade)

 

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A Liberdade humana contada pelos grupos que a apoiam chega a beirar o teísmo aberto, e o que é isso? Você sabe?

O teísmo aberto é a ideia teológica de que Deus não seria onipresente, nem onisciente e nem onipresente, ainda parte para a afirmativa de que Deus não conhece o futuro ou não colocou o futuro no futuro. Mas o que isso tem a ver com o evangelho? Que muita gente acredita nisso sem ao menos saber disso.

O Teísmo aberto foi inventado por Charles Hartshorne na década de 30 nos EUA, ele era filósofo, e se dizia envolvido em assuntos da religião e na metafísica, ele foi notável ao ser um dos primeiros a produzir argumentos filosóficos acerca da existência de Deus, ele desenvolveu provas através do argumento ONTOLÓGICO, que é a ideia de que: Pelo fato de Deus ser perfeito, ele tem que necessariamente existir. E foi um dos desenvolvedores da “Teologia do processo”, que foi onde iniciou-se as ideias relativas ao teísmo aberto.

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Charles Hartshorne

O Teísmo aberto acredita que:

1-O homem é verdadeiramente livre, sem qualquer interferência divina.

2-Deus não sabe do futuro, pois se fosse Deus que tivesse colocado o futuro no futuro, então o homem não seria livre.

3-Deus é e não é ao mesmo tempo onisciente, pois ele pode até saber do futuro, mas não pode interferir no futuro, e ao mesmo tempo Ele tem que deixar o homem livre para não interferir nesse futuro, pois parte-se do pressuposto de que Deus não seria justo se interferisse na vida humana sem permissão.

Porém, o teísmo aberto é a tentativa frustrada do homem limitado tentar limitar um Deus ilimitado, para ter a impressão de que Deus, pode ser o garçom que está atendendo pedidos de acordo com a vontade do homem.

Exemplo disso são as igrejas modernas que pregam a dita teologia da prosperidade, que se aproxima muito do teísmo aberto, pregando abertamente uma negociata com Deus, como se Ele fosse apenas um ser superpoderoso, mas nem tanto, pois precisa da ação humana para desde levantar do seu trono para abençoar alguém, até parar o céu ou para mudar o futuro de alguém, como se tudo, se tratando de Deus, fosse subjetivo e como se Ele fosse um ser qualquer, ou sei lá o quê.

Na grande maioria das vezes, essas igrejas da modernidade criaram um deus, baseando-se no seu próprio ego, vontade, desejos e principalmente nas promessas que foram cumpridas no velho testamento para dar um ar de “bíblico” às afirmações feitas pelos pastores que pregam uma falsa prosperidade ou a teologia teísta aberta que crê nas piores parafernálias possíveis.

A liberdade humana, na teologia da prosperidade (vulgo Teísmo aberto), está em pagar o dízimo, pagar uma promessa, realizar um sacrifício, ou se caso você não fizer o que o “xamã” ou pastor mandar, você adquire 2 inimigos: Deus e o Diabo. Se caso você não fizer o que foi ordenado, eles dizem que a mão de Deus vai pesar sobre você com alguma maldição, ou que o Diabo vai entrar na sua vida e destruir tudo, a mando de Deus, até você fazer o que foi ordenado pastor, que supostamente ouviu de Deus o que você deveria fazer e não fez. Assim, criando um ciclo mental, onde pessoas ficam presas a vida toda e algumas não conseguem sair de jeito nenhum, e nessa brincadeira doam tudo que tem para esses pastores e chegam a passar fome, necessidades de tudo, em nome de um deus que a igreja inventou.

O teísmo aberto, serve de acalento para a teologia da prosperidade, pois ambas deturpam a ideia real da natureza de Deus, segundo a Bíblia. Ambas caminham de mãos dadas para um abismo de ideias chulas, a diferença é que o teísmo aberto fala o que pensa abertamente e a teologia da prosperidade se camufla com suas ideias nefastas que se baseiam em lesar a consciência alheia para obter dinheiro.

Ou seja, um matagal de contradições, e infelizmente há pessoas que adotam isso tudo aí de modo inconsciente, gente que acha que Deus não mexe na vida de ninguém, ou coisas do gênero.

No entanto, a Bíblia diz que Deus, além de conhecer o futuro, foi Ele mesmo que pôs o futuro lá, que Ele intervém, sim na vida humana, que Ele é soberano sobre o homem e atende o pedido de quem Ele quer e não de acordo com a vontade do homem. Salmos 139, versos 4 e 16 declaram: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.

-Paulo Ricardo Lima – Teologo de Boteco e Palestrante DESMOTIVACIONAL

Paulo Ricardo Lima – Feira de Santana/ BA

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