Uma mentira chamada livre-arbítrio. – Parte 1. (Pelagianismo)

Existem inúmeras visões quanto à liberdade humana (responsabilidade humana) e a soberania divina, ao longo da história mitos e fantasmas teológicos rolaram e fizeram a cabeça do povo em relação ao conhecimento de um grande mistério entre uma coisa outra.

Não há diferença, quase que nenhuma, entre doutrinas tidas como “Pelagianas” que nutrem a ideia de que o homem tem um possível livre-arbítrio, apenas variações de um mesmo tema com umas “pitadas” de “pitacos” teológicos sem nenhuma base bíblica. Exemplo disso é tentar procurar livre-arbítrio na Bíblia e ver que tal palavra não existe, não passa de uma conclusão deveras errada, porém “teológica” (Com um milhão de aspas).

Essas variações originam-se de Pelágio, o pelagianismo é a ideia primária de um monge nascido na Britânia, no ano de 350 d.c. que era inimigo mortal de Agostinho de Hipona, Pelágio pregava que:

  • A graça não era essencial para a salvação do homem (Possibilitando ao homem a auto salvação).
  • A negação ao pecado original, ou seja, dizer que a queda de Adão não influencia mais o homem de agora, em tese que o homem pode sim ser bom por si só.
  • O homem ter capacidade de decidir o seu futuro sem interferência divina, ou seja, o homem, no pelagianismo, passa a ter as rédeas totais de si mesmo para decidir o que quiser sendo juiz de si mesmo.
    Construindo assim a ideia de “Livre-Arbítrio”, que é ser Juiz de si mesmo.

Pelágio foi combatido arduamente por Agostinho de Hipona, que foi um dos precursores do que conhecemos hoje como Calvinismo. No pelagianismo, Deus era apenas um objeto variante da vontade humana, já no agostinianismo, Deus voltava a seu lugar de origem, porém com algumas falhas interpretativas. Agostinho acreditava que o homem tinha sim caído através de Adão e que tal pecado atinge-nos até hoje, que Deus não é apenas um coadjuvante, e que sim, a salvação era por meio de sua pré-ciência e pela predestinação, mas que só alguns estavam predestinados.
Na época a igreja católica acreditava que as filosofias de ambos os monges eram consistentes e coexistentes, porém não são, e a história nos mostrou isso.

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A Bíblia diz que o homem é sim salvo pela graça, através da fé e isso não vem de nós e sim de Deus, que a salvação não é pelas obras, ou seja, nada que você faça ou deixe de fazer vai te dar a salvação, e a mesma Bíblia diz que tudo tem um fim definido, até o ímpio para o dia do mal, na mesma Bíblia está escrito que Deus predestinou pessoas para a salvação, os que ele teve misericórdia, e aos que não teve Ele trata-os como vaso de desonra esperando apenas a condenação final que veio através do pecado de Adão, e sim, influencia a nossa consciência até os dias de hoje. Em Romanos Paulo deixa claro que o homem é totalmente depravado e que se dependesse de sua vontade própria o homem jamais escolheria o salvador, pois está morto em seus delitos e pecados. Jesus expõe em João 6:44 que o homem só vai até Cristo porque Deus o leva, e somente Jesus pode ressuscitar o homem que estava o que? Isso mesmo, morto. Você pode conferir referências em Efésios 1 e 2, Romanos 1, 3, 8 e 9, Gálatas 3, Provérbios 16:4, João 6, 10 e 16.

Pra tentar aliviar, João Cassiano no sec V, pregou junto á padres franceses o que se chama de “Semipelagianismo”, que pregava a ideia de que o pelagianismo estava meio errado e que era possível conciliar com a ortodoxia católica para que a mesma colocasse deus como Senhor e soberano não pregando uma ‘Antropologia’ no lugar de teologia, o semi pelagianismo dizia que o homem era sim machado pelo pecado, porém não sendo extremo como Pelágio, e que ao invés do homem ser bom e a sociedade o corromper, ou fatores externos o corromper, o homem era “semi-depravado”, meio mau e meio bom moralmente.

Mas ainda assim contra o que diz as escrituras:

  • -Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer. Romanos 3:10
  • – Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23
  • – Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20

Ambas as doutrinas são anti-bíblicas e devem ser rejeitadas.

 

Paulo Ricardo Lima – Feira de Santana/ BA –

Paulo Ricardo Lima – Teologo de boteco e palestrante DESMOTIVACIONAL.

 

 

 

 

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